terça-feira, 4 de setembro de 2007

tinha um barco no meio do caminho


Reproduzo na íntegra a proposta de uma oficina e a real execução dela, hoje, pela manhã.

Viva a impermanência!








PROPOSTA DE OFICINA

Retoma-se o núcleo do Leopoldo Estol e se faz um comentário sobre como as coisas estão interligadas. Exemplos práticos.

Exercício: entrega-se o carretel de linha para um indivíduo. Ele irá contar sobre o seu dia, começando com o primeiro acontecimento. Em seguida, passa o carretel para o próximo, que faz o mesmo e assim, sucessivamente. Ao final, teremos a história de uma pessoa e muitos fios ligando todos eles. Sugere-se que um deles se mexa para ver como esse movimento afeta todos os outros.

Após todos se desenrolarem, se houver tempo, cada um faz um desenho para lembrar da história que foi contada.

Fechamento: Mostrar como todos ocuparam o espaço e ajudá-los a relembrar a história. Lembrar dos núcleos do Waltercio Caldas e do Alberto Greco e ligar com o exercício, mostrando, com isso, que as coisas estão interligadas.

OFICINA REALIZADA

A proposta da história foi bem contemplada e a turma participou, embora parecessem cansados. Então foi proposto que todos caminhassem juntos, puxados pela teia que se formou com o barbante e todos se dirigiram à parte de fora do Cais. Contudo, a presença de um barco ancorando no porto foi muito mais atrativa e eles logo esqueceram o exercício. Tentou-se um fechamento, retomando a história e sugerindo a presença do barco durante o dia do personagem, mas todos já estavam se dirigindo ao ônibus. Mesmo assim, propôs-se que retornassem o material que produziriam (seja escrevendo a história, pintando, desenhando) e, afora a presença do barco, todos se mostraram bem dispostos e, inclusive, enrolaram o carretel de linha e devolveram, agradecendo e se despedindo.

Foi divertido ver as crianças pedindo para andar no barco, perguntando por que não podiam, sugerindo formas de fazê-lo, a despeito dos cuidados da segurança para que não subissem no gradil.
José
Espaço Educativo - Cais

Um comentário:

Luísa disse...

Pois é, Zé... um dos nossos desafios como 'oficineiros da ação educativa' é saber lidar com os imprevistos. Comigo aconteceu algo semelhante, enquanto estava realizando esta proposta de oficina.
Quando o barco passou no rio, um menino se deslocou da roda, a fim de acompanhar o percurso do barco. Minha proposta foi então fazer com que todos que tivessem envolvidos na teia reagissem à ação do deslocamento. Dessa forma, surgiram reflexões como a relação e até 'dependência' de um elemento que pertence a um grande grupo e também as conseqüência de certas atitudes, gerando um 'efeito dominó' aos demais integrantes deste grupo.